Friday, February 25, 2005

Quanto ao Futuro

Há pessoas que têm vergonha de existir. São os tímidos, entre os quais eu me incluo. Sempre fui uma tímida muito ousada.

Não fui eu que escrevi isso, foi a minha escritora preferida (que todo mundo sabe quem é, assim como todo mundo sabe que a minha banda preferida é Legião e meu filme preferido é Sociedade dos Poetas Mortos).

As frases dela cada vez parecem mais verdadeiras e se confundem com as minhas, como se eu existisse por meio delas e como se elas existissem por meio de mim.

Friday, February 18, 2005

Stella was a diver. And she was always down.

Su-mir. Mesmo. Cair, cair, cair, até começar a voar. Ganhar o mundo e ir embora (para ganhar o mundo). E o que você me diz? Que está com sono e quer dormir.

Toda historinha boa tem que ter um anti-clímax no final, mas a minha podia ser, só dessa vez, menos original.

Wednesday, February 16, 2005

Misunderstood

Eu não sei se todo mundo entendeu o post anterior (na verdade não era muito inteligível mesmo, a não ser para mim e para as raras almas que conseguem decifrar boa parte dos meus enigmáticos e malucos pensamentos). Então eu vou tentar traduzir. É o seguinte: eu estava falando de algumas pessoas especificamente, de pessoas que eu gosto de graça e que me tratam até muito bem, mas que não me consideram importante em suas vidas (ainda que eu me esforce para ser, não simplesmente para ser importante para alguém, mas porque eu gosto delas mesmo). Eu nunca me esforcei para ser legal e amiga de todo mundo, porque eu sempre soube que eu não levo jeito para isso, então soaria muito falso. Eu procuro ser eu mesma, sempre que possível, e gosto muito de mim exatamente do jeito que eu sou. O Daniel falou uma coisa certa: às vezes eu faço as coisas e espero receber uma recompensa por elas. E isso realmente não é bom, pois além de ser um pensamento meio que egoísta, as decepções podem ser muito grandes. Mas pensa comigo: se eu faço uma coisa muito bacana para alguém, duvido que o meu Deus vai querer que eu receba uma reação (ou uma ausência de reação) que vai no sentido inverso da minha atitude e sofra por isso. Claro que é muito mais altruísta fazer o bem e não esperar nada em troca, mas é difícil controlar as minhas expectativas e as minhas esperanças: eu sempre acho que fazendo o bem, as pessoas vão retribuir com o bem.

Eu não preciso de um livro de auto-ajuda, eu preciso de seres humanos de verdade, de preferência daqueles bem imperfeitos e que sentem dor. E que vão além do senso comum, com tudo o que isso pode implicar.

Thursday, February 10, 2005

Prospecção

Vai prestar vestibular esse ano? Não pense duas vezes: faça Cursinho da Poli.

O Cpoli agora está com outras 2 unidades: Santo Amaro e Itaquera, além da unidade da Lapa (onde eu estudei por 2 anos). Não é um cursinho que te prepara para o vestibular; é um cursinho que te prepara para a Universidade. Aliás... Não é um cursinho, é um projeto de inclusão social. Vale a pena, mesmo.

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Nossa vida está sempre mudando, não pára nunca. É estranho, mas não precisa (necessariamente) ser ruim. E uma coisa que me deixa muito chateada é elogio que não é sincero. Ou uma pessoa dizer "eu te entendo", quando na verdade não entende. Ás vezes um elogio falso dói (muito) mais do que uma crítica verdadeira (que também dói muito). Mas vou parar de pensar tanto nessas coisas: vou viajar e tentar dar curtas férias aos meus pensamentos malucos.


Tuesday, February 08, 2005

Peixe fora d'água

Estranho como as coisas podem mudar de uma hora para outra, não? Mais estranho ainda é eu, depois de tantas idas e vindas, ainda me surpreender com as voltas que o mundo dá.

A vida, além de ser uma bitch (ou um "cadelo", como prefere a Deise Fê), é uma dona muito da irônica. Muito mais do que eu.

Queria estar perto do meu amor agora, para poder abraçá-lo bem forte e dizer que ele é muito maior do que todo o resto do mundo. E que eu tomaria todos os remédios de gosto ruim por ele, inclusive os mais difíceis de engolir.

Wednesday, February 02, 2005

Ela não sabe gritar*

Dia péssimo. Agradeço a todos os colaboradores: dessa vez eles se superaram. Estou exatamente do mesmo jeito que estava no final do ano passado: tristinha e com dor de garganta. Ela não sabe gritar, nunca soube que podia gritar. Mas eu sei. Aliás, eu grito bem. Mas minha garganta não me deixa fazer isso.

Pára o mundo que eu quero (e preciso) descer.

* Referência óbvia e ululante à maravilhosa Clarice Lispector